Fantasia e Ilusão

Quando comecei a escrever estes meus textos pretensiosos, há uns dez anos atrás, eles eram um desabafo para mim mesmo. Escrevia e, logo, destruía. Queria que eles, consigo, levassem minhas tristezas e frustrações.
Levavam, mas não por muito tempo. Encontrava-as de volta daí a algum tempo, transformadas. E eu as escrevia e destruía de novo. Criava uma enorme lista triste, fermentada com todos meus maus pensamentos. Muitas vezes, escrevia à mão para ter o conforto físico de ver o tormento ser amassado, pisado, feito em pedaços e cinzas, jogado no lixo e abandonado.
Das dores mal aceitas, acuado, transformei-me em louco, eremita sem sonhos, vagava sem outro destino que, de dia em dia, de noite em noite, sobreviver. Quem não pousa a cabeça, não sonha, todavia não tem pesadelos. Vaguei assim, alguns anos, como zumbi.
Levou muito tempo para descobrir que o escrever que me faz bem é o do sonho e da fantasia. A fantasia é uma brincadeira sadia que fazemos com nosso interior, alegra momentos difíceis e colore os felizes.
Dizem que homem sonha em preto-e-branco. Sou homem, talvez menino, mas não sei, nunca reparei. Por outro lado, sei que colorir um sonho com fantasia é lindo e reconfortante.
À fantasia, às vezes, chamamos ilusão. São coisas diferentes. Ilusão não é um faz-de-conta, não é cor. É pura sombra, feita para esconder, esconder dos próprios olhos. É uma mentira. Inconsciente, mas mentira. É enganar. E faz-nos andar em círculos.
Quando descobrimos essa mentira, que mentimos a nós mesmos, dói. Não como fantasia. Dói de verdade.

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