O teclado não é ágil o suficiente para domar a manada disparada de elefantes e outros gigantes selvagens que dançam num círculo atormentador em torno de minha cabeça quando estou vivo.

O tremor de suas patas pesadas no chão. O sobressalto de suas onomatopeias inusitadas a meu ouvido. O susto desse monte de fantasmas imensos, muito maiores que meu espírito, a passar me causa.

Danço com rinocerontes alucinados estáticos, na montanha de gelatina que sempre foi minha vida.

Meu desespero é também o seu, que, diferente de mim, senta-se acomodado à janela de seu apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar.

Mas eu não aceito menos que ser atropelado por megatons.

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