Imagino como seria bom se a vida fosse como um texto escrito em computador. Se a qualquer momento eu pudesse voltar e escrever aquela página que me arrependi de ter pulado.

Se eu pudesse, no momento em que cheguei em casa, voltar algumas horas e te-beijar as costas nuas enquanto você dormia – não fiz na hora por medo de te-acordar – e acariciá-las, e também teu ombro. E te-contar que eu ia passar boa parte da manhã – passei mesmo – sentado, costas na cabeceira, olhando tua pele, procurando tuas pintas, marcas, diferenças de tonalidades, e achando tudo isso lindo, com pena de saber que, daqui a pouco, o fim de semana ia terminar.