sonho

Hoje acordei de um dos sonhos mais lindo de todos.
Sonhei que acordava ainda abraçado a você e que passamos o resto da manhã só sorrindo um para o outro, falando carinhos no ouvido e testando o quão apertado conseguíamos ainda abraçar.
Desse sonho, sobretudo, não queria ter acordado.

Em Tempo

Querido leitor, querida, pois sei que a esmagadora maioria é mulher, andei escrevendo algumas coisas que não se se devem publicar.
Gostaria de feedback.
O que é difícil para material que não é publicado.
Vem-me a questão do ovo e da galinha. Ou do gato.
Ou da interferência intrínseca à inferência.
O mundo é mesmo assim complicado ou o problema sou eu?

Foto

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Era só um almoço e nada mais.
Nos encontramos no meio do caminho de um escritório para o outro.
o restaurante era bem bacana. É, quem visse o restaurante perceberia que não era apenas um almoço entre colegas de trabalho. Era um lugar bonito, comida boa, gostávamos de ir lá quando havia algo a comemorar.
O motivo da comemoração de hoje era o aniversário dela, no sábado. Hoje é segunda, ela diz que dá azar comemorar antes.
Nossa mesa, no jardim do restaurante, ficava bem reservada, pudemos conversar sobre tudo o que quisemos, sem nós preocuparmos com os xeretas. Planos, promessas, frustrações. Entretanto estávamos discretos. Há fofoqueiros pra todo lado.
A comida acompanhou bem. Vinho não podíamos, trabalho. Mas podíamos uma taça de champanhe para brindar. Bebemos só um pouquinho cada, pelo amor. Comida boa. Sobremesa, pedimos, créme caramelo, pudim de leite, um nome bonito para pudim de leite. Delicioso. O pudim daqui é um pecado santo!
Com a sobremesa, pedi junto o café, mania minha. Quando chegaram, um só pudim, estamos de dieta, e duas xícaras, sentamos mais perto para repartir. Nossos braços encostados, a curta distância. O decoro viu-se ameaçado.
Ela disse que se lembraria para sempre do pudim que dividimos para, atrasados, comemorarmos seu aniversário. Eu, eu logo disse que ela precisaria de uma foto da ocasião, para se lembrar. Cheguei mais perto dela.
“Não, você sabe que foto não pode.”
Abracei-a. Estiquei o braço e com a mão apertei o botão da câmera imaginária. “Clic.” Câmera de hoje em dia não faz clique.
“Olha só que casal mais bonito!”
Ela sorriu. Ganhei um afago longo no braço.
Esquecemos por alguns segundo do resto do mundo e ficamos felizes sorrindo com as cabeças encostadas, o café esfriando.